Conversa – Sonhos

Terezinha Barreiro(*)

Coração de Estudante

(Milton Nascimento)
Quero falar de uma coisa
Adivinha onde ela anda
Deve estar dentro do peito
Ou caminha pelo ar
Pode estar aqui do lado
Bem mais perto que pensamos
A folha da juventude
É o nome certo desse amor 

Já podaram seus momentos
Desviaram seu destino
Seu sorriso de menino
Tantas vezes se escondeu
Mas renova-se a esperança
Nova aurora a cada dia
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos dê flor e fruto

Coração de estudante
Há que se cuidar da vida
Há que se cuidar do mundo
Tomar conta da amizade
Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes, plantas, sentimento
Folha, coração, juventude e fé!


Situações sempre nos levam à recordações, mesmo as mais inusitadas ou estranhas e sempre acabamos por encontrar fios que se ligam e constroem uma trilha até o presente.

Numa semana que poderia ter sido comum, sem grandes picos emocionais, deparei-me com duas pessoas que me remeteram ao passado, como num flashback, sem nem pedir licença, daqueles que nos surpreendem e nos deixam pensativos e amuados.

Foi assim que me vi diante de dois homens, distintos, mas com uma grande comunhão entre si, por mais que lhe saltem as diferenças. Dois homens grandes e também grandes homens, que apesar de já estarem no comecinho do declínio do tempo, mostram ainda o viço e os sonhos de meninos. Lutam contra o tempo, ou a favor, nutrindo a esperança de dias melhores e realizações.

Muitas vezes nos esquecemos de que na verdade o que nos mantém vivos são os sonhos, grandes ou pequenos, surreais ou simplesinhos, mas que nos dão a força necessária de seguir adiante com vontade de tentar e tentar novamente até conseguirmos ou então simplesmente abandoná-los por um novo sonho que nos venha dar um novo fôlego, suficiente para começarmos tudo outra vez.

Uma cilada cíclica. Assim é a vida de todos nós, mas de forma nenhuma isso deve ser levado de forma pejorativa, muito pelo contrário. Poder reiniciar é fantástico. Um poder maravilhoso que temos e não podemos abrir mão. Nos torna fortes e motivados, sempre na esperança de que dessa vez vai dar certo. Tem que dar certo.

Vi nesses homens a vontade e a força de uma forma bonita, de uma vida bonita, que estavam ali, diante de mim e de muitos, reforçando seus valores, afirmando sua presença e derramando sonhos em palavras que bebíamos, também, com a mesma vontade e sabor que eles sentiam.

A vida sempre retornando e dando novas formas ao velho que fica para trás, a sonhos gastos pelo tempo, forças desperdiçadas. Como um moinho d’água na beira do rio fresco que agora quer, de novo, forças para  fazer parte dos novos dias.

A realização fica por conta do passar dos dias, um de cada vez, sem pressa, com a sabedoria dos anos nas costas e a cabeça cheia de ideias pulsantes e instigantes.


 

 

 

Dois homens, duas vidas, duas chances. Ali reuni num breve e forte momento o meu sonho: podia ser meu pai.

Matéria dedicada a Alair Corrêa e Tony Fonseca

(*) Psicóloga Clínica e Sexóloga

 

Publicado em CONVERSA - Dra. Teresinha Barreiro, CRÔNICAS & ARTIGOS, EXTRA-EXTRA-EXTRA, GERAL | 2 comentários

Fé em Tempos de Paz

A Intolerância Religiosa Pode Mudar Tudo

Por Ivênio Hermes Jr. (*)

1. O Fantasma Existe

Nossa sociedade parece estar cada vez mais evoluída e o fantasma da intolerância religiosa está cada vez mais difícil de ser visto. Uma utopia de convívio social assim, que alguns acreditam que estamos vivendo, assemelha-se com aquela antevista pelos visionários da ficção científica.

Apesar de a afirmação anterior ser forte, ainda está muito longe de ser verdadeira. Formas de intolerância e falta de respeito às liberdades de escolha individuais têm sido mostradas nas mídias e não escapam nem mesmo das redes sociais, famosas por agregar pessoas com diferentes pontos de vista sob o mesmo pendão.

Portanto que não haja engano, liberdade religiosa é um assunto que precisa ser muito bem estudado.

A realidade existente precisa ser estudada, pois somente conhecendo profundamente o sofisma da liberdade religiosa, a sociedade poderá dar outro passo para a evolução.

2. Legislação Básica

No Brasil a Constituição Federal de 1988 apresenta, no artigo 5º, no inciso VI, diz que é inviolável a liberdade de crença e de consciência, e ainda assegura as pessoas terão o livre exercício dos cultuar, tendo inclusive seus locais de culto e suas liturgias protegidas pelo Estado.

Além desse inciso, o artigo 5º apresenta mais outros dois sobre o tema da religião e ainda existem mais alguns artigos como o 19 e 210.

Poderíamos ter mais leis que esmiuçassem o tema, como Portugal que possui outras leis relacionadas, das quais destacamos a Lei da Liberdade Religiosa de 2001.

Entretanto, não queremos aqui esmiuçar os meandros da legislação, queremos apenas suscitar o despertar da consciência de cada um que se depara com esse assunto no cotidiano de sua vida no trabalho, no ambiente escolar e nas redes sociais das quais faz parte.

3. Livros Religiosos

Para efeito de compreensão, buscamos como exemplo os ensinamentos de dois livros considerados sustentáculos de fé de muitas religiões.

3.1. Alcorão

O Alcorão sustenta a liberdade religiosa. O livro sagrado do Islão apresenta com clareza um texto interessante sobre a liberdade religiosa:

“Não há imposição quanto à religião, porque já se destacou a verdade do erro. Quem renegar o sedutor e crer em Deus, ter-se-á apegado a um firme e inquebrantável sustentáculo, porque Deus é Oniouvinte, Sapientíssimo.” Alcorão. “Al Bácara”, Surata 2, versículo 256.

Isso mesmo, “Não há imposição quanto à religião”, por isso não se pode culpar o livro por uma interpretação equivocada do respeito às religiões alheias. O próprio Islão afirma que a questão de crer ou não crer é a crença e da incredulidade à vontade e à satisfação do ser humano.

Embora “Al Cahf” Surata 18, versículo 29 em sua primeira parte nos diga: “Quem quiser crer, que creia e quem quiser negar-se a crer, que não creia” e sua segunda parte pareça incitar à guerra: “Preparamos para os iníquos o fogo, cuja labareda os envolverá”, nunca devemos esquecer que o livro deve ser lido em sua totalidade para uma correta compreensão. É tolice estudar livros com essa complexidade e fundamentar toda uma fé apenas em um versículo de uma Surata.

3.2. A Bíblia Sagrada

Como o Alcorão e o Livro de Mórmon, nem a Bíblia Sagrada induz seus seguidores à intolerância religiosa. Em nenhum lugar da Bíblia existe a pregação da intolerância religiosa.

Ao contrário, os ensinamentos bíblicos nem sequer falam de religião. O preceito bíblico de salvação está baseado no amor, e exorta a aceitação de Cristo como único e suficiente salvador, que um dia esteve aqui nessa Terra apenas para mostrar através de seu sacrifício, o caminho da salvação.

Jesus Cristo, mesmo em face das maiores humilhações e agressões físicas e verbais, jamais pediu dor e sofrimento sobre seus algozes. Um ser dessa natureza, com uma essência amorosa, certamente não suscitaria guerras ou atitudes intolerantes de seus seguidores.

Um clássico exemplo do amor que Cristo deixou está no seguinte texto:

Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Bíblia Sagrada, Mateus 22:37-39

Ainda há a parábola do Bom Samaritano, que aparece unicamente no livro de Lucas 10: 25-37, onde Jesus mostra que havia mais amor em um homem cuja fé era diferente daquela professada pela religião vigente.

Por outro lado, no encontro de Jesus com a mulher samaritana à beira do poço, Ele a fez entender que ela era um ser humano cheio de preconceitos e que precisava mudar.

Intolerância religiosa, não é um ensinamento bíblico.

4. A Intolerância Afinal

De onde vem a intolerância religiosa que se diz fundamentar nos livros religiosos?

“Religare”, a palavra que vem do latim e dá origem ao termo “religião”, significa religação com o divino. Ou seja, o restabelecimento dos laços existentes entre o ser humano e a divindade.

Para se consolidar, uma religião reúne culturas, crenças, a forma de enxergar o mundo, o estabelecimento de símbolos e dogmas que atrelam a espiritualidade de seus seguidores e seus próprios valores morais a uma forma de adoração.

Os seguidores de qualquer religião que não dedicam tempo ao estudo do livro fundamentador de sua fé são vítimas potenciais a seguirem falsos ensinamentos e criarem dentro de si preconceitos que os levarão praticarem mais a intolerância à fé dos outros, ou até o respeito àqueles que em nada creem, do que a prática de sua própria fé.

Nos púlpitos das igrejas intolerantes, falar mal da fé dos outros é um tema mais frequente do que falar sobre suas próprias crenças.

Como nos outros ramos do conhecimento humano, os intérpretes dos textos religiosos são os principais responsáveis pelo uso desses textos em benefício próprio, criando novas religiões que divergem umas das outras por detalhes ínfimos e indignos de uma fé num Deus de amor.

Mas cada um com a sua religião. Não perca seu tempo tentando entender religiões ou a mente dos outros. Siga a sua fé ou o que quer você acredite e seja feliz.

5. Evitando a Intolerância Religiosa

No que se refere às praticas religiosas, devemos respeitá-las mesmo que não concordemos com elas. Tendo a oportunidade de uma conversa pautada pela razoabilidade, cada um pode expor suas ideias deixando que o outro concorde ou não, sem se aborrecer com o resultado.

Falar de sua fé, sua forma de crer, de adorar para outra pessoa de opinião divergente não deve se tornar uma guerra ou uma cruzada cheia de tentativas de imposição de ideias. Deve ser algo feito com amor e respeito, deixando que o resultado fique exclusivamente nas mãos do Deus em que se acredita.

Grandes pensadores, reformadores do cristianismo e líderes religiosos podem ter recebido uma porção da luz Divina, isso é perfeitamente admissível. Até para aqueles que não creem em Deus, as palavras de Jesus Cristo, Sócrates, Maomé e outros, podem trazer princípios de caráter que se transformam valores morais basilares de uma sociedade mais justa.

Por isso que respeitar aquilo que outra pessoa crê é fundamental para um bom convívio social.

A intolerância é uma prática contrária ao amor. A solução não está tão somente em que a Constituição assegure a liberdade religiosa, mas no respeito a essa liberdade de escolha que deve ser incutido nos alicerces morais do indivíduo e da sociedade.

Esse ato simples, de ensinar a respeitar, pode ser feito nos lares, nas escolas, nas instituições e também nos púlpitos dos templos religiosos. Não se deixe levar pela intolerância, um dia você pode ser vítima de algo que você mesmo praticou.

 

(*) Escritor , especialista em segurança pública

e colunista deste blog e

do Carta Capital  Potiguar on-line

“Vincit omnia veritas!”

REFERÊNCIAS:

BULLÓN, Alejandro. Do Preconceito à Salvação. Revista Eletrônica Jesus Voltará. Disponível em: <http://www.jesusvoltara.com.br/sermoes/bullon27_preconceito_salvacao.htm>. Acesso em: 14 maio 2012.

SADER, Emir. A liberdade religiosa no Islão. Al Furqán, nº. 165/166. Disponível em: <http://www.alfurqan.pt/view_tema.asp?ID=77>. Acesso em: 16 maio 2012.

REPORT: Religious Intolerance Grows Worldwide HomebrewedTheology. Disponível em: <http://homebrewedtheology.com/report-religious-intolerance-grows-worldwide.php>. Acesso em: 18 maio 2012.

AHMAD, Manzoor (Org.). Anatomy of Intolerance. Naseeb Blog. Disponível em: <http://homebrewedtheology.com/report-religious-intolerance-grows-worldwide.php>. Acesso em: 15 maio 2012.

LIVROS DO AUTOR

A Chita – Ivenio Hermes Jr

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TIRA GOSTO – “Os Anais da Câmara”

  • POR FIM

Perde-se na noite dos tempos a insistência com que nós blogueiros vínhamos pedindo uma manifestação da OAB local (não só dela) sobre vários assuntos de interesse da população. Por fim ontem chegou a hora da manifestação da entidade na “tribuna livre” da Câmara. Os parcos dez minutos concedidos ao Dr. José Geraldo para passar a limpo todos os silêncios que se foram acumulando foram insuficientes, mas já é um começo, e como forma de agradecimento pela “manifestação” (ainda que tardia) estou disponibilizado a OAB uma coluna semanal para ir botando para fora um a um todos estes assuntos de maneira objetiva e em linguagem simples para ser assimilada por todos os leitores. Por enquanto BRAVO, pela iniciativa!

  • PONTO CRÍTICO

O ponto crítico da fala do representante da OAB foi sobre a licitação eivada de erros para o contrato de 15 anos renováveis por outros 15 dos transportes públicos na cidade. Entre as barbaridades citadas estão a exclusividade de participação de empresas estabelecidas na cidade (tem mais de uma?) e a licença de que a empresa suspenda o serviço por 15 dias corridos e outros tantos com interrupções por até seis meses, e sem dar nenhuma explicação, e nem podendo ser punida por isso(!!?) Preciso dizer mais?

  • RODIZIO

Pela lista de chamada me pareceu que realmente está havendo um rodízio (proposital ou não) entre os membros da bancada governista – quando Alfredo comparece Comilão se ausenta e vice-versa, e o restante ou chega atrasado ou se ausenta durante a sessão. È um passa-passa na frente das câmeras que chega a marear o telespectador, os nobres parlamentares podiam pelo menos dar uma disfarçada, tipo levantar a mão e pedir licença, como a gente fazia no tempo da escola.

  • PLIM PLIM

E o tal sininho do Presidente que fica repicando o tempo todo para pedir silêncio da platéia. Êita troço chato! O representante da OAB chegou a se embaralhar com o raio do “plim-plim”. Outra vítima freqüente do badalo presidencial é o Dr. Taylor, mas como já está acostumado vai em frente. Ontem, porém, um Sr. chamado “Bicho de pé” ( acho que foi isso que eu ouvi) abusou da “dose” e teve que ser retirado do plenário, e não sei por que tive a sensação que foi armação… Por sorte Taylor tem boa memória e retomou seu pronunciamento de onde havia parado.

  • CONTRA VONTADE

Eu não tinha a menor intenção de falar sobre a choradeira de Alfredo Gonçalves, e até tinha falado com alguns amigos que não ia passar recibo nesta estória de “tadinho” – que me parece muito mal contada. Mas, o fato é que conforme o previsto o moço chorou pitangas, e com a conveniente ausência do líder Comilão, conseguiu seguir o script sem interrupções nem apartes. Será que ninguém percebe a quantidade de inconsistências nas alegadas traições? Faz mais de ano que eu estou dizendo que Alfredo não é nem nunca foi o candidato de Marquinhos, tudo não passa de uma cortina de fumaça para esconder uma aliança pré-existente, e Alfredo por motivos que só o capiroto entende, decidiu a se prestar a este inglório papel e de caso pensado. Acorda gente! Só menciono desta vez porque quero ver se a minha turma dá um descanso para o meu telefone e minha caixa de e-mails.

  • DESVIO DE ROTA

Enquanto rola um dramalhão mexicano, com acusações mútuas, muita lágrima de crocodilo, platéia de bebum inconveniente e o raio que nos parta, esgota-se o tempo regimental e a Câmara empurra com a barriga assuntos importantes, prementes e reais que estão detonando os direitos do cidadão. Necas de falar das privatizações (onerosas) dos espaços públicos, do desemprego, da falência dos serviços públicos, do aumento da violência, do descalabro da saúde, e menos ainda de prestação de contas e de dinheiro público indo para o ralo (seja por sacanagem, seja por incompetência)

  • CONVOCADOS

O número de agentes públicos dos mais diversos escalões e setores que foi convocado a prestar satisfações de seus atos dá para fazer duas seleções com direito a reservas e toda a equipe técnica. Alguém sequer respondeu com um “vai se catar”? Se suas “insolências” quiserem eu posso fazer uma lista para que os convites sejam reiterados. Se cada um dos 940 funcionários da Câmara assumirem o encargo ( em sistema de rodízio) de re-convocar todos os gazeteiros, talvez o próximo prefeito tenha menos problemas herdados para solucionar.

  • AMEAÇAS

O próprio presidente (e pré-candidato) nestes últimos dois meses ameaçou de criar, comissões disto e daquilo e até de fazer CPIs tendo por alvo o Prefeito e o Secretario de Saúde. Falou e nunca mais tocou no assunto… Por que será? Alguma coisa foi resolvida sem que fosse necessário tomar tais medidas? Quais? Vamos lá façam um esforço de memória… Não é possível que nenhuma providência por menor e mais desimportante que seja o assunto, tenha sido efetivamente tomada. Eu procurei e não achei, mas tenho certeza que alguém mais antenado que eu vai encontrar…

  • SACO

E mais não digo, por que foi me dando um treco e fui ver a novela que a esta altura está me parecendo muito mais verdadeira e real do que a ficção e surrealismo que ocorre na nossa casa de leis. Os leitores terão que apelar para outras fontes para saber como terminou o “espetáculo”. Eu não tenho e nunca tive “saco” para ver chanchadas. E respondendo aos que me telefonaram ou mandaram e-mails me perguntando: O que foi aquilo? Sugiro que leiam com toda a atenção – e repetidamente; o artigo “De cascatas e cachoeiras” no último Pé no Jacá do James Santos, mesmo que vocês não entendam pelo menos darão boas risadas…

Em tempo: a prof. Denize Alvarenga pediu para que eu mencionasse outros dois pontos arguidos pelo representante da OAB – A construção do Shopping Park Lagos e a atualização ( um ano de atraso) do site da Câmara.

Publicado em BLOGUICES - o que rola pelos blogs, FeBeACaF - Festival de Besteiras que Assola Cabo Frio, PÉ NO JACÁ _ por James Santos, POUCAS & BOAS, SÓ PRÁ CHATEAR..., TIRA-GOSTO, UTOPIAS PALACIANAS | 2 comentários

ERRAR É HUMANO OU MAU CARATISMO?

 

J.VIGGIANI (*)

Por que algumas pessoas são incapazes de reconhecer quando erram, pensei que as pessoas que não reconhecem seus erros fosse uma minoria, porém vejo que me enganei, pois a grande maioria é composta por políticos e eleitores venais. Estas pessoas além de não reconhecerem seus próprios erros ainda usam o expediente de colocar a culpa em outra pessoa, pois para eles o erro é sempre dos outros.

Vejamos o caso da maioria dos nossos vereadores, os erros que acontecem na administração pública são por culpa do prefeito e seu secretariado. Lembram-se de um problema na câmara de vereadores com uma ata cuja culpa foi jogada em cima da secretária, e o que dizer dos projetos aprovados por eles que contrariavam o que o povo desejava, e o gasto com a verba pública que nunca foi fiscalizada seriamente pelos edis, estes são só alguns erros dos mais gritantes.

Agora que se aproxima a eleição alguns políticos tentam se apresentar como bom moço, mesmo sem reconhecer seus erros, porém esquecem que alguns traços de personalidade são imutáveis e o acompanham por toda a vida, seria isso sinal de mau caráter?

Os cidadãos tomam vacinas contra uma série de doenças, mas infelizmente ainda não inventaram uma vacina que o proteja de pessoas que omitem seus erros, e o previna contra este tipo de gente que causa injustiças e desgraças na vida da população e da cidade com seu mau caratismo, para ansiedade dos eleitores conscientes não existe nenhum livro com ensinamentos de como se livrar destas pessoas. Mas será que as pessoas necessitem de vacinas e livros para reconhecer este tipo de gente? Será que a experiência desses anos de sofrimento, com uma cidade empobrecendo a cada dia, com uma saúde péssima, com a insegurança aumentando e uma educação que deixa a desejar, não é o suficiente para reconhecê-los?

O que mais preocupa é que mesmo vivenciando como age o mau caráter, como eles se comportam quando estão no poder e o que eles costumam fazer em proveito próprio, as suas estratégias, seu cinismo e a forma como se apresentam como pessoas do bem, camuflando seus verdadeiros interesses. Mesmo assim ainda tem eleitor que só se preocupa em levar vantagem vendendo ou trocando seu voto por benesses, permitindo que estas ações continuem acontecendo. As pessoas necessitam entender o valor do seu voto para o bem estar da sua família, vizinhos e amigos. Já está na hora do povo mostrar que está cansado e prevenido contra estes maus caracteres.  Não é preciso ser formado em psicologia basta começar a analisar o comportamento destas pessoas de um modo geral.

Por tanto, se você quiser viver em uma cidade onde a qualidade de vida do seu povo é levada a sério, tenhamos muito cuidado, mas muito mesmo, contra as estratégias que serão usadas por pessoas de mau caráter nestas eleições.

(*)  Memorialista e Sambista

Publicado em COLUNISTAS, J. Vigianni | Deixar um comentário

Censura Eleitoral

Por José  Facury (*)

Vejo com sérias restrições o empenho da Justiça Eleitoral em querer controlar ao máximo os partidos e candidatos para evitar o abuso do poder econômico nas eleições. Lógico que, como estava, exorbitava qualquer tipo de medida voltada ao bom senso. Mas sobrevive a estes limites, acontecimentos que saem da raia do controle e vão cair nos mesmos crimes e nos braços de um autoritarismo desmotivador do direito de se expressar.

Quer queiramos ou não, quer achemos que a política seja suja e tudo o mais. A refrega acaba atingindo às necessidades mais comuns de qualquer “torcida” apaixonada que se vê pelo mundo afora. O que amaina e de certo forma serve de descarrego para os tantos ódios contidos na disputa é a possibilidade de envergar a bandeira utilizando as possibilidades disponíveis à mão para gritar aos plenos pulmões o nome do seu candidato. Esse extravasar é que evitará aos “torcedores” litigantes que se agridam. Na medida em que é possível eu me expressar com os meus limites e as minhas possibilidades, verei atenuado o desejo de esganar o “torcedor” do “time” contrário.

O simples ato real, além do simbólico do “vestir a camisa”, por exemplo, já o fará participe da clara exposição assumida perante todos. Essa necessidade de postura age na mente de todos nós como uma reguladora  das emoções e ao mesmo tempo reafirmadora da nossa cultura cívica. Podá-la é destituir o cidadão de assumir-se como tal.

Que adianta a Justiça Eleitoral proibir a campanha prematura, atividades ou festas coletivas; que adianta proibir a exposição nos comícios de projetos que utilizam os recursos da multimídia; que adianta a proibição de artistas voluntários; que adianta concentrar as exposições na mídia gratuita somente aos próprios candidatos, excluindo os formadores de opinião que o apóiam. Que adianta proibir tantas ações e não ter ferramentas  para fiscalizar e punir. E ainda mais fácil, deixar rolar  o mais grave dessa trama – a distribuição de dinheiro partidária antes e  essa mesma distribuição ao eleitor durante.

Quem andará atrás do amoitado dos flagrantes? O antagonista? Como e quando essa frágil justiça, punirá, quem coloca cédulas no bolso do eleitor, acrescido do seu santinho? E para quem descarrega material de construção na casa de “a” ou de “b”? Essas práticas continuam sendo as mais eficazes e quem realiza isso com maior desenvoltura acaba sendo o vencedor.

Mesmo movido pelo “capital”, acredito nos processos eleitorais, mas nesse sistema político em que ele se insere ele é uma hipocrisia só, de todos os lados.

 

(*) Teatrólogo

Publicado em COLUNISTAS, José Facury | Deixar um comentário

TIRA GOSTO – ESCOLHA DOS “VICES”

  • CEGUEIRA

Somente ontem em umas breves horas, ouvi a mesma pergunta formulada de maneiras diferentes, por diversas pessoas e que não se conhecem entre si. A pergunta ora em termos de afirmativa (vai ser fulano, não é?), ora em termos diretos (quem vai ser?), me fez pensar que está todo mundo cego (surdo e burro também), e preferi responder com outra pergunta: E você o que acha? Ah, sim! A pergunta era sobre quem seria o vice de Alair…

  • PESO

Afinal que peso pode ter um vice? Praticamente nenhum, a não ser o de eventualmente substituir o prefeito na sua ausência, coisa que me parece muito improvável de acontecer num governo de Alair. Pelo menos não com toda a gana que ele tem de botar a cidade no rumo certo, e todo o atrazo que foi obrigado a aturar. Mesmo assim tem que ser alguém em quem ele confie de maneira irrestrita. E no quadro atual isso exclui qualquer um que tenha manifestado vontade de concorrer à prefeitura.Ou que tenha de alguma forma contribuido pelos percances passados, e que não foram poucos nem “simpáticos”!

  • COLO

Por outro lado, é de interesse de todos estes excluídos óbvios insinuar uma aproximação ou até pedir colo para Alair. Uns vão alegar que foram traídos, outros vão alegar uma revisão nos seus conceitos, outros ainda irão dizer que abrem mão em nome do “bem maior” para a sociedade. Mesmo eu não sendo uma freqüentadora assídua do escritório de Alair, muitas vezes tivemos nossos breves papos interrompidos pelo telefonema de um adversário (ou de assessores) querendo marcar um café… E nem adianta que não vou citar nomes, mas foram pelo menos quatro no total!

  • GATO E RATO

Sei que não é o perfil de Alair o de pilhar esperanças vãs, mas estes caras bem que mereciam uma brincadeira de gato e rato, e em especial aqueles que causaram todos os problemas pelos quais Alair passou nestes últimos quatro anos. Outros que estão caindo vertiginosamente nas pesquisas graças aos seus próprios atos impensados também. Admiro muito Alair por mesmo em estando ele em uma situação muito cômoda e até plenamente justificável de dar o troco, preferir pedir perdão e manter a distancia (civilizada) desta gente. Mas que eles mereciam claro que mereciam!

  • RESPOSTAS

Assim sendo qualquer tentativa de aliança, ou o cargo de vice, com os referidos sacripantas é de uma idiotice inimaginável (por parte deles). O distinto público leitor/eleitor saberá mais do que ninguém e sem esforço responder às perguntas: quem se escondeu para não dar posse a Alair; quem atacou pessoalmente Alair e sua família em público; quem anda pelos cantos fazendo propostas para cooptar alairistas para suas fileiras; quem cuspiu no prato em que comeu (estes são mais de dois); quem usa e abusa dos ditos e desditos e ainda torce o nariz porque Alair não faz parte das “famílias tradicionais” – ou TFP (como queiram), também são alguns? Alguém acha que Alair é tão inocente a ponto de afagar este tipo de criatura?

  • PERGUNTAS

Se houvesse alguma possibilidade de acordo entre os demais pré-candidatos, não seria muito mais “esperto” da parte deles se unirem contra Alair? Estes senhores são tão “sangue bom” que faltam pouco (quando são obrigados a se encontrar) usar um colarinho de ferro com medo que um morda o outro na jugular. Deve ser por isso que anunciam aos quatro ventos que estariam dispostos a conversar com Alair, mas dificilmente se vê algum que diz estar disposto a ter a mesma atitude com qualquer outro dos concorrentes. Por que será? Talvez seja por que Alair seja o único que mantêm a palavra empenhada… Então vale tudo para dar a impressão de que houve tal compromisso. Faz sentido?

  • CRITÉRIOS

O critério para a escolha de um vice passa por duas coisas: uma depende do próprio candidato, e outra das conveniências da convenção partidária e das alianças feitas a nível estadual. Quanto ao critério do candidato, foi-se o tempo em que se escolhia o vice pelo número de votos que este podia somar. Agora o buraco é muito mais em baixo, escolhe-se o vice no sentido contrário, ou seja, o vice é aquele que menos tira votos. É o que tem uma rejeição mais próxima ao zero, e é o tipo de pessoa que praticamente não aparece. Isto lhes dá alguma pista?

  • PORQUES

Então, perguntar-me-ão os distintos leitores/eleitores, se este pessoal que diz estar de um lado ou de outro, ou que estão dispostos a conversar, já sabe que não vai rolar nenhum apoio ou aliança, “por que” insistem na falácia? Ora, ora, é tão óbvio! Uns querem ter condições de alegar um pretenso arrependimento e poder pleitear uma boquinha no futuro governo, e outros já estão semeando possíveis apoios para 2014, esperando que até lá alguma “impropriedade ou traição” cometida seja devidamente perdoada ou até esquecida.

  • CONSELHO

Prestem muito mais atenção no que NÂO é dito, ou até naquilo que é dito por descuido, do que nas afirmações pomposas, nas indignações superlativas, e outros efeitos de retórica. A verdade está no que não se diz, ou não se vê, ou até naquilo que é varrido para debaixo dos tapetes.

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Vira-Vira

Mamonas Assassinas

Raiiios

Fui convidado pra uma tal de suruba,
Não pude ir, Maria foi no meu lugar
Depois de uma semana ela voltou pra casa,
Toda arregaçada não podia nem sentar.

Quando vi aquilo fiquei assustado,
Maria chorando começou a me explicar.
Dai então eu fiquei aliviado,
E dei graças a Deus porque ela foi no meu lugar

Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Neste raio de suruba, já me passaram a mão na bunda,
E ainda não comi ninguém!

Oh Manoel olha só como eu estou
Tu não imaginas como eu estou sofrendo
Uma teta minha um negão ‘arrancou’
E a outra que sobrou está doendo

Oh Maria vê se larga de frescura
Que eu te levo no hospital pela manhã
Tu ficaste tão bonita monoteta
Mais vale um na mão do que dois no sutiã

Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Neste raio de suruba, já me passaram a mão na bunda,
E ainda não comi ninguém!

bate o pé…

burrp (arroto)

hmm… bate o pé…

Oh Maria essa suruba me excita
Arrebita, arrebita, arrebita
Então vai fazer amor com uma cabrita
Arrebita, arrebita, arrebita
Mas Maria isto é bom que te exercita
Bate o pé, arrebita, arrebita
Manoel tu na cabeça tem titica
Larga de putaria e vá cuidar da padaria.

Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém
Roda, roda e vira, solta a roda e vem
Neste raio de suruba, já me passaram a mão na bunda,
E ainda não comi ninguém!

Vamos lá; todo mundo dançando raios! Todo mundo comigo! Uou, uou, uou, oh Maria si deu mal vamo lá!
Ai, como dói…

BMB – Qualquer semelhança com as “costuras e alianças políticas locais” pode até ser mera coincidência, mas não parece…

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SAPATO 44 – Cabofrianças

Por Meri Damaceno (*)

 

Em Cabo frio havia um casal que tinha um relacionamento muito avançado para a época. Isso por que a esposa tinha um amante, com a permissão de seu marido. O amante era compadre do casal.

Os dois compadres, apesar de tudo, eram bons amigos.

O combinado entre eles era o seguinte: quando o amante chegasse o marido saía pela porta dos fundos.

Aconteceu que um dia, o compadre chegou e o marido não teve tempo de sair pelos fundos. Então, ele se escondeu em baixo da cama deles. Passado algum tempo que os amantes estavam no quarto. A mulher disse para o amante:

– Amanhã, meu marido faz aniversário.

O compadre, para agradar, perguntou para ela:

- O que ele está precisando?

- De um par de sapatos.

E o marido, em baixo da cama, atento à conversa.

– E qual é o nº. que ele calça?

– Não sei não!

Então respondeu o marido, debaixo da cama:

– Quarenta e quatro compadre!

(*) Pesquisadora, Memorialista

E Contadora de Causos

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TIRA GOSTO – “Os Anais da Câmara”

  • PONTO MORTO

Assim começou a sessão desta terça, e por pouco que desandou em várias oportunidades pela falta do número regimental -  em parte pelo esconde-esconde do vereador Comilão; depois de usar a tribuna para trazer quase que inadvertidamente uma “bomba”: ao contrário do que havia dito seu coleguinha governista Alfredo Gonçalves em outra sessão, o problema da água em Tamoios está empacado por falta de licença do INEA – que o companheiro garantiu que havia sido dada.

  • EQUIVOCO

Como o dito vereador faltou à sessão, alegando estar ainda em reunião no segundo distrito (por que só ele?) com “as lideranças locais e a Prolagos”, ficou o dito por não dito e como o líder da bancada não conseguia explicar o “equivoco” do colega, ficou no vai e vem e “toreando” as perguntas dos outros colegas. O que ficou assentado é que 30% da população daqueles bairros receberá água de Búzios, e o restante só teria direito à “regalia” em 2019… Será que eu entendi direito?

  • DERRAPADA I

O Vereador Luiz Geraldo – segundo a usar a tribuna; enveredou pelo tema da “blindagem” divulgada em várias mídias, que o planalto estaria promovendo para proteger os Petistas. Falou nos programas de Dilma que não saíram do papel e derrapou ao citar um pré-candidato (Dr. Claudio Mansur) que teria anunciado em uma rádio que “se fosse eleito prefeito doaria um terreno de sua propriedade para abrigar um centro de recuperação de drogados” (sic). Aparteado pelo Dr. Taylor que reclamou da generosidade eleitoreira, ainda tentou consertar, mas mesmo com toda sua famosa eloqüência… Bem, o caso é que não colou!

  • DERRAPADA II

Mesmo mirando no PT, o nosso brilhante orador parece não ter se lembrado que a maioria dos envolvidos nos escândalos atuais por ele citados são de outros partidos, inclusive de partidos aliados ao do próprio vereador (são ou eram, a esta altura quem sabe?). E a começar pelo governador Sérgio Guardanapo Cabral (miguxo do prefeito a quem deu a Justiça de presente) e que também é afagado por Jânio por seus passeios milionários em Paris… Assim, o senhor complica a cabeça dos eleitores!

  • SEGUNDO ATO

A partir do segundo ato a sessão começou a esquentar, em parte por algumas declarações infelizes sobre o falecido deputado Marcio Correa, que levaram seu irmão Marcelo às lágrimas. Coisa feia senhores! Golpe baixo, até porque os senhores sabem muito bem que o deputado morreu em decorrência de um acidente automobilístico, e que quando isto aconteceu ele já havia superado o problema com as drogas. Falar (depois da gafe) em missão e vontade de Deus, não foi uma boa idéia. Caridade cristã assim eu passo!

  • ESCRAVIDÃO

Ainda o Dr. Taylor, BRAVO! O que posso fazer se ele é o único que fala coisa com coisa? Caiu de bordoada no tratamento escravocrata a que são submetidos os guardas municipais: descontos e punições ilegais, falta de treinamento embora tenha sido aprovada farta verba para tal. Além dos funcionários que – mesmo com desconto em folha para ter direito a seguro saúde pelo IBASCAF; são relegados a condição de mendigos implorando por atendimento médico, sem êxito. O diretor da entidade vai ser “convidado” a se explicar na Câmara. Dou um quadro de presente a Casa (para o acervo) se os nobres vereadores conseguirem fazer com que o dito cujo – ou qualquer um dos outros convocados anteriormente; dê as caras por lá. A lista é enorme!

  • PIQUE-ESCONDE

Se como de costume a pauta das sessões é entregue nos gabinetes dos vereadores bem antes do início das mesmas é muito fácil entender a brincadeira de “pique-esconde” quando surge algum assunto “inconveniente” na pauta. Aliás, esta moda se consolidou com a fuga em massa liderada pelo então presidente da Câmara, que parece ter gostado da brincadeira, só que a bola da vez (líder) tem dificuldade de levar a brincadeira a bom termo, pois não consegue ficar fora do centro das atenções, e acaba sempre fazendo uma inconfidência…

  • CABRA-CEGA

Outra brincadeira que parece também ter caído no gosto dos nobres edis é a cabra-cega. Como em ano eleitoral, ninguém sabe quem é do lado de quem, toca a vendar os olhos e sair correndo a esmo e eles acabam se atropelando entre si mesmos. Ponto para a micro bancada da oposição que sabe muito bem onde está e com quem. É claro que sempre aparece um “sofredor” que posa de vitima de traição. O povo eleitor não respeita candidatos “vitimas”, e muito menos os que só insinuam sua “cornitude” por intermédio de terceiros/as. Criancice!

  • PROGNÓSTICOS

Neste andar, e mesmo com o aumento dos assentos na Câmara para dezessete, no ano que vem só vai dar cara nova no plenário. Duvido que com tal desempenho algum “governista” seja re-eleito. Nem eles, nem ninguém que conte com herdar os votos que lhes foram concedidos anteriormente. Os que optaram por “matar” as sessões tão pouco merecem ser reconduzidos, pois quem se omite é cúmplice.

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PÉ NO JACÁ – por James Santos (*)

DE CACHOEIRAS E CASCATAS

Por conta do desespero europeu com sintomas preocupantes na saúde financeira do continente, estão querendo limar o delta do alfabeto grego, e o ministro sabe-tudo, que não tem barbas prá colocar de molho e acha que pode enganar todo mundo, sentenciou que o Cachoeira não sabe do que está sendo acusado e portanto não deve depor na CPI.

O senador Demostenes, que está careca de saber que a inana vai acabar em pizza, tratou de ameaçar meio mundo porque o delta do rio Parnaíba está levando o turismo lá pras bandas do Piauí, o que levou o Cabral e a sua turma a colaborar com as finanças francesas, levando um boibom pra trocar por uns pares de sapatos com solas vermelhas, que é a cor da estrela do PT, e mandar o Janio garantir a suplência, entregando a menina Clarissa, useira, vezeira e costumaz frequentadora das lojas da Uruguaiana, provocando a ira do Garotinho que está em dúvida se tudo isso não passa de falácias ou cascatas do povo de Cabo Frio, apesar de saber que o artigo 171 não foi “inventado” aqui.

Enquanto isso, o Huguinho, que só é reconhecido entre os três irmãos, Luizinho e Zezinho pelas cores dos bonés, aproveitou a sociedade do megafrigorífico, de Humbertinho com o BNDES para comprar a Delta e implantar a cizania entre os integrantes da CPI, espalhando a notícia de que não deu tempo para concluir a transposição do Velho Chico, e o Lula não teve outra saída senão indicar ao Papa que abençoasse a negociação antes que a Dilma se dê conta que Pelé disse love, ao marcar o milésimo gol.

O senador Pedro Simon, como um druída mais velho fez o mea culpa do Perillo que vendeu a casa pra pagar a pensão alimentícia  de toda a galera do eixo Brasília-Goiás, eixo este que não passa de um acidente geográfico, aquele quadrado desenhado no meio do mapa do Brasil, e recomendou que o delta retorne ao alfabeto de Socrates, Diogenes e Demostenes, até que a Globo descubra outro assunto melhor que a nudez da Carolina para investigar. DA CAPPO

MAGICO

Não se sabe o número de servidores da Câmara que poderão conseguir empréstimos consignados. O presidente filho do pastor Wanderley também não deve ter explicado ao gerente do Banco do Brasil que a grande maioria pode ter cancelada a portaria, ou contrato de trabalho na próxima legislatura, da mesma forma que não explicou até agora, como prometeu a este locutor que vos fala, como colocar tanta gente prá trabalhar num espaço tão pequeno. Silas pode ter praticado com algum mágico, que não revela como faz os seus truques.

CONTRAOFENSIVA

Os  militares da reserva — segmento na caserna que tem permissão para se manifestar politicamente — inspirados na Comissão da Verdade,  preparam ações para contrapor os trabalhos do grupo. Os moldes e a forma de trabalho são os mesmos dos sete membros que irão monitorar as ações da comissão de Dilma Rousseff, contrapondo as investigações sobre violações de direitos humanos ocorridas contra militares.

SERÁ?

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro lançou o Disque Denúncia Eleitoral. O serviço funcionará até o término das eleições municipais de outubro. O objetivo é auxiliar a Justiça na fiscalização de abusos cometidos por políticos não só no período eleitoral. Este locutor que vos fala denunciou o uso de linha telefônica paga pelo Estado com gravação de pedido de votos de suas insolências na eleição passada e até hoje nada foi esclarecido. Será que tudo vai mudar, e a Justiça em Cabo Frio não vai ser mais, vocês sabem quem?

(*) Jornalista e editor dos Sites

Agora Cabo Frio e Agora Búzios

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