BALANCETE OU EPITÁFIO? Eis a questão… (*)

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Por Beth Michel

Na quarta-feira (25) pela manhã o editor do Blog do Carlão (excepcionalmente) me pediu uma “avaliação (da Cultura) em 2015 e expectativas para 2016”…

(*) Para ser publicada na coluna PERGUNTAR NÃO OFENDE…

Difícil? Sim! Na medida em que – no setor público a Cultura é uma espécie de mistério insondável… Comparável aos livros da Agatha Christie, a mestra em elaborar “crimes perfeitos” (ou quase). No setor privado (independente) os Produtores da Região se destacaram pelos bons resultados “ apesar de…” , e que são públicos e notórios.

Balencete...

Balancete…

Ou Epitáfio?

Ou Epitáfio?

Então fiquei no dilema entre fazer um Balancete da Cultura da Sociedade Civil, ou um Epitáfio da Gestão Cultural Pública… E mesmo com meu eterno otimismo e bom humor, acho mais “interessante” não chover no molhado: ou em termos jornalísticos: “requentar notícia velha”

o "arroz de cuxá" começou a desandar...

Vamos pois, aos insondáveis mistérios da Gestão Pública da Cultura?! Só que vou pedir licença para me reportar a 2013, ou seja, onde o “arroz-de-cuxá” começou a desandar…

  • Carnaval de 2013 – Porque “inserir” na Festa de Momo ( e em local privilegiado e área protegida – Canto do Forte ) shows de Rappers (um deles superintendente da Suppir) e outras modalidades pouco afins com o Samba, enquanto a Morada do Samba estava necessitando de reparos urgentes?

Folia Alternativa

  • Fórum de Cultura 2013 – Porque tanta urgência em realizar o Fórum no inicio do ano se o prazo era para dali a 6 meses (setembro) ? E pior, apesar do Teatro e do próprio gabinete da Secretaria estarem sucateados ( sem computadores, impressoras, etc.)… Só no “coffe break” foi gasta a “módica” quantia de R$ 13 (treze) mil reais – quantia esta suficiente para comprar 7 (sete) CPUS top de linha… Dá para entender?

fórum2013

  • Revista Nossa Gente 2013 – Porque fazer um informe cultural em papel de luxo e 4 cores, em um formato pouco prático ( ½ ofício) grampeada, se um folheto em papel jornal ( mas com informações CORRETAS) supriria plenamente a função, se distribuída como encarte em outras mídias? ( Salvo erro foram 6 números mês sim mês não)

Nossa Gente

  • Regimentos Internos dos Espaços 2013 – Porque nenhum (novo) regimento foi formalizado por ato de atribuição do Secretário? É justo deixar o poder discricionário de pautar (ou não) os eventos unicamente a cargo dos diretores dos espaços? Estes diretores estariam plenamente cientes das funções atribuídas por lei a cada um destes espaços?
Uso dos espaços públicos...

Uso dos espaços públicos…

  • Patrimônio 2013 – Com a atual crise de arrecadação sabidamente ( até eu que não sou gestora sabia) se avizinhando a passos largos, porque não foram efetuados os reparos (necessários e urgentes) dos Espaços Culturais Públicos ( Biblioteca, Morada do Samba, Forte São Mateus, Espaço Cultural do Forte, Giga Byte e Polo Cultural de Tamoios)? O “Charitas” só foi salvo “in extremis” só porque… Ah! Deixa prá lá…
a crise na arrecadação...

a crise na arrecadação…

  • Eventos consolidados 2013 – Porque só alguns dos eventos foram realizados? O que as Artes Cênicas tem de tão “especial” para sobrepujar os demais em atenção e investimento? Música e Literatura então…Coitadinhos! Os primos pobres da Cultura! E o Carnaval? Carnaval… O que é isso mesmo?! Artes Visuais… Bem, somos um bando de libertários sem remédio (felizmente), e “apesar de…” conseguimos que o Prefeito destinasse um espaço apropriado , exclusivo, e democrático! Sabe Deus como conseguimos manter em funcionamento…
só alguns eventos...

só alguns dos  eventos…

É tanta coisa que misteriosamente “deu ruim” … Ah! Claro… Teve a Conferência NACIONAL de Cultura (em Brasília 2013) que deveria produzir o Plano Municipal de Cultura ( já previamente alinhavado pelos ex-secretários Guilherme Guaral e José Correa) e que está dormindo em alguma gaveta da Secult ( ainda existe?) .

Plano Municipal de Cultura

Plano Municipal de Cultura

E qual seria a IMPORTÂNCIA do PMC?

Coisa “boba” ( a lá PROEDI ) , é que com o PMC poderíamos estar recebendo ( há 2 anos já) verbas públicas federais, internacionais e até privadas para tocar a Cultura sem depender da ora minguada arrecadação municipal… Como eu disse “ coisinhas bobas”! Sabem PORQUE não temos o PMC? Bem, é que não foi enviado ao Prefeito para sancionar…

Bem, o resto – 2014 e 2015 – me faz lembrar aquela ladeira de Belo Horizonte: você está no carro e jura que está SUBINDO , só que não! Ilusão de ótica…

Só que não! Ilusão de ótica...

Só que não! Ilusão de ótica…

“ Previsão” para 2016 ? Parece que só vai sair “desta” se a Gestão Pública da Cultura reencarnar… Mas, é melhor perguntar para Mãe Zefa, que é especialista nestas coisas do além..

E por falar nisso.. Onde é que anda a titular desta coluna? Era para eu só ser a SUB, não era?! Se esta moda pega…ai,ai,ai!

Obs: Depois da publicação um leitor atento me fez a seguinte pergunta:

“Sra. Beth, se eu entendi direito o tal Plano Municipal de Cultura e a Fundação de Cultura tem o mesmo objetivo ( aumentar a verba da Cultura). Então, se como a senhora diz, o P.M.C. já estava pronto desde antes(2013), só faltando a assinatura do prefeito. Porque o secretário inventou e insiste tanto em criar a Fundação? Qual é a diferença? …”

Comunidade Cultural atenta e pensante!

Comunidade Cultural atenta e pensante!

Dei a resposta via face book do blogueiro Carlos Ernesto Lopes Carlão, e é um tanto longa (coisas da culinária maranhense)  . Mas, devo dizer que fiquei muito satisfeita em saber que pelo menos uma parte da comunidade Cultural de Cabo Frio está atenta e pensante…

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