IMPOSIÇÕES DESCABIDAS

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Gravura de E.M. Escher

Gravura de E.M. Escher

 

Por Beth Michel

O que mais tenho ouvido depois da definição dos candidatos para estas eleições é: “Vocês (governo municipal) tem que se definir…”. Como assim “tem que”? – Nós não “temos” que fazer nada além de governar corretamente para todos os munícipes, sem partidarismos nem qualquer outro tipo de distinção. Acho mesmo que não devemos “nos” posicionar publicamente para evitar futuros conflitos de interesses.

“Ah! – dirão alguns. Mas, tem muita gente no ou do governo que é filiado a este ou aquele partido, e vai ter que apoiar os candidatos escolhidos nas convenções…” Bem, eu não sou filiada (nem nunca serei) a nenhum partido e sequer como simpatizante. E repito que não voto em partidos, voto em pessoas. Em outras eleições em que “eu” não fazia parte do governo, me senti absolutamente livre para declarar meus votos – de novo; em pessoas!

Pode parecer uma cautela, ou até um moralismo exagerado da minha parte. Mas, eu realmente me sinto muito incomoda em declarar meus votos em sendo parte de um governo, que de forma sábia se absteve de se pronunciar a respeito. Sei lá! Me dá uma sensação de falta de lealdade… Tipo: se o meu Prefeito não o fez, acho que devo – até por questão de lealdade; seguir-lhe o exemplo.

E além do mais o voto é secreto! É um privilégio que a Constituição me dá e do qual vou fazer uso neste momento. Posso até – em algumas ocasiões o faço (em particular) declarar meus votos ou minha visão sobre este ou aquele candidato. Cheguei mesmo a participar de algumas reuniões particulares de alguns deles, com o único intuito de me informar melhor – como eleitora; dos projetos e compromissos que os mesmos teriam para favorecer a cidade, o estado e o país. Já me informei o suficiente, e agora basta! Já deu, mesmo!

Uma coisa, porém, é certa! Não faço campanha; não subo em palanque; e não aceito publicações, nem no meu blog nem no meu face de propaganda eleitoral de NINGUÈM. E espero que os candidatos que sejam de fato meus amigos, respeitem minha vontade. Os nem tão amigos também “devem” fazê-lo, sob pena de terem suas publicações (inclusive curtidas inverídicas) ocultadas, em um primeiro momento; em um segundo momento serão excluídas; e em último caso serão bloqueados em definitivo.

Gostaria também que os referidos candidatos, seus coordenadores e assessores não mais me convidassem para nada que não seja estritamente “social”. Esse negócio de me convidar para: aniversários, festinhas, eventos culturais, palestras, cursos de capacitação, almoços, cafés da manhã e etc. Que nada mais são que uma fachada para deitar falação política. Esqueçam! Não vou e estamos conversados! Até porque já tem gente demais (funcionários ou não) que vai, até de penetra.

E eu tenho muito trabalho interno, e que acaba se acumulando em períodos eleitorais, onde a cabeça e os esforços se “dispersam” para outros objetivos. E as coisas que “não dão voto” – como fui obrigada a ouvir de um candidato (turismo, cultura, patrimônio…) são relegadas para segundo plano. Tudo bem! Vocês têm coisas mais importantes para fazer, certo! Eu não me importo de me ocupar destas “minúcias” eleitoralmente desimportantes – mas, que fazem toda a diferença para a cidade!

Pronto falei!

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