TIRA GOSTO – “Compostura”

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por Beth Michel

TIRA GOSTO

 

  • COMPOSTURA I

Seria pedir demais de pessoas que aceitaram voluntariamente um cargo público tivessem o bom senso de – pelo menos – fazerem de conta que se adéquam ao cargo, e tenham um mínimo de compostura? Quer pirar? Então, pira! Mas, em off, ou com seu analista, com seu guru, com seu umbigo… E haja umbigo prá tanto ego super-faturado!

  • COMPOSTURA II

O mesmo critério se aplica a candidatos que estejam ou não já cumprindo mandato. É muito lícito querer chegar lá, ou até alçar vôos mais altos!Mas, ligar para as pessoas no meio da noite depois de uma reunião que não foi tão boa… Marcar compromissos e chegar atrasado, ou pior nem chegar, sem dar satisfações! Se fazer de difícil, ou inacessível… Mandar recados nebulosos por assessores despreparados. Em qualquer profissão comum é um comportamento desabonador. Em política é sinônimo de suicídio!

  • COMPOSTURA III

Qualquer chefe, em qualquer nível hierárquico, que utilize maneiras sub-reptícias para dar conhecimento de suas “ordens” aos subordinados, para evitar uma eventual “troca de idéias”, ou propiciar uma cobrança (caso algo dê errado) posterior, vai ter uma administração pífia (no mínimo). Qualquer ordem deve ser dada sempre de forma clara, simples e direta e acompanhada de um “por favor” antes, e um “obrigado” depois – e em muitos casos tais ordens devem ser escritas. O limite entre “pulso firme” e “assédio moral” é muito tênue, sabiam?!

  • COMPOSTURA IV

Por incrível que pareça ainda tem gente que acredita piamente, que: quem falar mais alto ganha a discussão; que distribuir acusações e ofensas, para todo mundo sem distinções é sinal de isenção; que falar (ou pior escrever) a primeira besteira que lhe vier a cabeça, e depois se retratar é sinal de independência ou de sinceridade; que se manter firme em uma opinião emitida – mesmo com provas em contrário – é demonstração de firmeza de caráter ou fidelidade a seus (deles)princípios. Vai entender!?

  • COMPOSTURA V

Ainda não foi escrito um manual de “boas maneiras” para a utilização de meios de comunicação rápidas (bate-papos, what’s up, e afins)… E é uma pena! Mas, a velocidade com que são criadas estas novas “mídias” é tanta, que acaba atropelando muitos incautos. Aí é hora de pisar no freio, e ser absurdamente “econômico” no que se diz (digita) nestas ferramentas. E em especial, utilizá-las unicamente para o fim a que se destinam. Se EU pudesse escolher, retiraria toda essa parafernália “comunicatória” grupal do âmbito profissional. O bom e velho memorando interno (em papel- ou até por e-mail) evitaria muita barbaridade e descompostura que vaza por aí!

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